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| Redes e Capital Social |
Há uma tradição histórica em acreditar que a organização social – de pequenos grupos a nações – “naturalmente” necessita ser hierárquica. Desde os primórdios da organização humana há senhores, chefes, caciques, faraós, reis, imperadores prevalecendo sobre servos, vassalos, escravos, súditos em tribos, vilas, cidades, reinos.
Adotar novos paradigmas de organização horizontal implica exercitar o raciocínio em bases distintas da tradição cultural das civilizações. Entretanto, redes sociais podem ser entendidas como a forma de expressão mais básica de organização humana, que se expressa nas relações pessoais que cada um de nós desenvolve.
Mas se Redes Sociais pode ser associado a um fenômeno tão antigo quanto a organização humana, como explicar a novidade do conceito? Por que o súbito interesse nesta nova abordagem organizacional?
Enfrentar os desafios sociais da atualidade requer uma visão sistêmica que permita considerar as diferentes forças e vetores que interagem na realidade. Uma concepção cartesiana tende a simplificar a teia de possibilidades e relações que envolvem os grupos sociais.
Articulação em redes – sociais, comunitárias – representa um esforço de comunicação, uma confiança no coletivo; uma aposta radical na democracia que se expressa nas relações cotidianas.
Redes Sociais tornam-se instrumentos que permitem incluir a diversidade e a participação coletiva dos atores sociais. Além disso elas podem ser encaradas não só como instrumentos, como também indicadores de um fenômeno social mais amplo – o capital social.
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